- Seja bem vindo!

Hospital

As primeiras tentativas de abolir a dor por meio da anestesia foram realizadas no homem, embora, aparentemente, as vantagens da anestesia em animais não foram, a princípio, consideradas relevantes.
George H. Dadd, em 1852, foi o primeiro médico veterinário a utilizar conceitos anestésicos em procedimentos cirúrgicos de forma rotineira. Seu maior mérito, porém, estava em seus conceitos sobre o bem estar animal, que o levaram a se interessar pela prática da anestesia muito mais que qualquer outro médico veterinário da sua época. Dadd defendia a utilização da anestesia em todos os procedimentos cirúrgicos e a aplicação de tratamentos humanitários e princípios científicos em Medicina Veterinária.
Anestesia é uma palavra de origem grega e possui o significado de ausência de sensações. Este estado de ausência de dor e outras sensações podem ser alcançados de diversas maneiras para a realização, tanto de cirurgias, como também de procedimentos terapêuticos e diagnósticos
Os procedimentos anestésicos podem ser definidos como: geral, regional ou local, e sedação.
Na anestesia geral todo corpo é anestesiado e o paciente fica inconsciente durante todo o procedimento.
Na anestesia regional (peridural ou raquidiana) o paciente pode permanecer acordado ou dormindo, conforme a conveniência.
Na anestesia local apenas uma pequena região é anestesiada, essa técnica é reservada para pequenos procedimentos.
Na sedação, o intuito é a utilização de medicamentos que venham corroborar com a redução da ansiedade e o controle do estímulo doloroso.
As preocupações vinculadas ao procedimento anestésico estão intimamente associadas à falta de informações sobre o assunto, visto que é uma ciência recente e que, há poucas décadas atrás, estava associada a um elevado percentual de complicações.
Sabe-se que, atualmente, a anestesia é um procedimento extremamente seguro, e que a maior parte maioria das complicações, de ordem puramente anestésicas são, em geral, raras e às vezes imprevisíveis.
Relatos de revisão de óbitos nos EUA sugerem que, por si só, a anestesia é responsável por 1 (um) óbito em cada 10000 (dez mil) procedimentos cirúrgicos.

CLÍNICA DE DOR

Até o século passado a dor era um componente implícito ao ato cirúrgico, no entanto, com o advento da anestesia geral e os progressos da anestesia regional, recursos essenciais aos procedimentos cirúrgicos têm buscado propiciar ao paciente um transcurso operatório indolor. Contudo, por motivos variados, a dor pós-operatória nas duas últimas décadas e, em alguns lugares até nos dias atuais, continua sendo encarada como uma fatalidade, uma aceitação tácita, tan­to por parte do proprietário quanto da equipe cirúrgica.
No entanto com o avanço dos conhecimentos, as drogas, e os métodos ora disponíveis a dor pós-operatória, na quase totalidade dos casos, deve ser considerada como uma complicação resultante de desinformação, omissão ou negligência da equipe cirúrgica.
Do mesmo modo, a posição do Colégio Americano dos Anestesiologistas Veterinários – ACVA (1998) em relação ao tratamento da dor em animais estabelece que a dor é uma condição clínica importante e prejudicial a qualidade de vida, devendo ser obrigatoriamente prevenida e tratada para que o animal possa não apenas manter as suas atividades diárias normais (sono, lazer, alimentação e higiene) adequadas, mas também estabelecer a correspondente relação interativa com o seu proprietário.
A analgesia pós-operatória ou pós-trauma tem sido, de longa data, uma preocupação para medicina humana e também para a medicina veterinária que, nos últimos anos, não tem poupado esforços para solucionar a questão da sensibilidade dolorosa e promover uma melhor qualidade de vida para os animais submetidos a procedimentos cirúrgicos anestésicos. Sabe-se que o estresse decorrente de uma condição potencialmente dolorosa tem sido considerado como causa de imunossupressão, atraso na cicatrização de feridas e até aumento nas taxas de morbidade e mortalidade.
Ademais dos aspectos éticos envolvidos, o alívio da dor é fundamental do ponto de vista fisiológico, sendo um dever incondicional do médico veterinário em aliviar o sofrimento do animal acometido por este agravo, particularmente, porque a dor indevidamente tratada acarreta estresse, sofrimento, ansiedade e diminuição da qualidade de vida de qualquer indivíduo.

Hospital Veterinário Santa Inês 2007 ® Todos os direitos reservados