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Primeiros socorros para Cães e Gatos
Introdução
A vida dos cães e gatos tem se tornado muito mais longa nos últimos anos por várias razões tais como o progresso da terapêutica e utilização dos medicamentos adequados, vacinações regulares com vacinas mais eficazes, as quais controlam as doenças infecto-contagiosas, a alimentação cada vez mais aperfeiçoada, as visitas regulares aos veterinários, etc.
Hoje em dia mais do que nunca, nossos animais de estimação gozam de mais segurança, vivendo até dentro de casa, muitas vezes longe dos riscos de acidentes de trânsito, traumas em geral e brigas com outros animais. Inclusive os proprietários também começaram a se conscientizar de uma posse mais responsável de seus animais, procurando controlá-los de uma forma mais segura através de confinamentos adequados, ou mesmo a utilização de guias, tudo isso colaborando diretamente no aumento da expectativa de vida.
Entretanto é indispensável que estejamos a par de medidas de emergência que se devem tomar quando é preciso prestar primeiros socorros. Quantas vidas de animais não se veriam livres de complicações ocasionadas por cortes, fraturas, envenenamentos, queimaduras e outros acidentes, se houvesse no momento oportuno alguém que pudesse prestar-lhes os devidos cuidados!
Esta seção de Primeiros Socorros para Cães e Gatos tem o intuito de dar uma primeira noção ao proprietário de cães e gatos do que fazer num momento de emergência, enquanto não consegue localizar seu veterinário de confiança.
Obviamente não se tem a pretensão de esgotar todos os assuntos e muito menos de, com estas breves informações, dispensar a completa atenção e experiência de um atendimento veterinário. A profissão de Médico Veterinário pode ser considerada uma profissão de verdadeiros heróis, pois tratam de praticamente todas doenças que possam surgir num paciente que além de não falar e não se queixar, envolve também qualquer espécie animal. Na verdade este desafio acaba se tornando uma satisfação para quem gosta do que faz.
Os objetivos dos primeiros socorros aqui descritos estão relacionados com aquelas situações inesperadas de emergências, tendo como finalidade básica de abranger as seguintes situações: de preservar a vida do animal, diminuir a dor e o sofrimento, de se evitar outros ferimentos, de favorecer a recuperação e finalmente de transportar o animal com segurança, segurança esta para o animal e para o proprietário, a fim de receber o tratamento de um profissional.
Definição
Primeiro socorro é o tratamento imediato e provisório dado em caso de acidente ou enfermidade imprevista. Geralmente se presta no local do acidente e, com exceção de certos casos leves, até que se possa por o animal a cargo de um veterinário para tratamento definitivo.
Exame do Animal
Geralmente se vê de imediato qual é o sintoma e/ou a lesão presente. No entanto, sempre é conveniente um breve exame do animal para observar outros sintomas e/ou lesões importantes, além daquelas evidentes. Com uma observação mais cuidadosa, rapidamente se poderá determinar se há hemorragia, vômitos, diarréia, perturbação na respiração, batimentos cardíacos fracos, perda dos sentidos, estado de choque. Obviamente deve se dar uma prioridade de atenção aos sintomas mais graves, em vez de se buscar outras lesões de menor gravidade.
Primeiramente observe qualquer mudança de comportamento: se o animal é normalmente assustado e agora quer ficar do seu lado, pode ser que não esteja se sentindo bem.
Fique também atento a sons incomuns emitidos pelo animal e mudanças nas atividades de rotina. Sons anormais ou mudanças de rotina brusca geralmente têm alguma causa que deva ser avaliada.
Examine a pelagem e os pelos do animal, veja se está uniforme, se apresenta regiões com falhas, prurido, lesões, aumentos de volume, odor, etc.
Observe a posição do corpo, examine os membros. Se um membro apresenta posição muito anormal, provavelmente há fratura ou luxação. Se a fratura for de coluna, o caso é bastante sério podendo haver perda de movimentos dos membros posteriores ou mesmo anteriores.
Examine o pescoço, a cabeça, se há ferimentos, saliências, depressões, hemorragia. Observe os olhos, a boca, se há dentes quebrados, coloração das gengivas, o hálito do animal, presença de queimaduras provocadas por algum produto cáustico, corpos estranhos que possam prejudicar a respiração de um animal semi-consciente, os quais devem ser retirados imediatamente, se visualizados.
Se o animal não perdeu os sentidos e estiver com muita dor, cuidado ao tocá-lo. Mesmo que seja bastante manso, se a sensibilidade for grande, animal pode se tornar perigoso. Sempre é bom salientar que nestes casos de animais assustados ou sentindo dores, convém limitar seus movimentos, aproximando-se com calma e tranqüilizando-os com palavras de carinho, para se evitar maiores acidentes. A primeira providência, em caso de cães, é amordaçá-los com uma tira de tecido macio, barbante ou algo semelhante. No caso de um gato assustado, o mesmo pode ser contido com auxílio de uma toalha, deixando uma pequena abertura para respirar e evitando que ele arranhe, enrolando-o completamente.
Observe o tórax, poucas vezes se vêem deformações do tórax por afundamento das costelas, mas com freqüência, se houver fraturas das mesmas num caso de atropelamento, por exemplo, produzirão muita dor até quando o animal respirar.
No abdômen um dos pontos mais importantes de ser observado é se há ou não rigidez dos músculos da parede abdominal. Se houver poderemos estar diante de um caso grave de ruptura de alguma víscera oca. Neste caso somente uma cirurgia urgente poderá salvar o animal.
Examine a cauda, o ânus, os órgãos genitais de seu animal quando ele estiver saudável para reconhecer odores normais e a anatomia das regiões. Qualquer aumento de sensibilidade, variação na cor ou alteração nos odores é importante de ser avaliado.
É preciso agir com rapidez, mas sem precipitação e ao atuar com calma e segurança poderemos com estas observações anteriores, as quais podem ser feitas em poucos minutos, ajudar o animal até que um veterinário possa dar continuidade ao que foi iniciado.
Sinais de choque - Veja
Independente da causa especifica, o choque é a emergência com o qual podemos nos deparar com maior probabilidade e constitui uma grande ameaça à vida do animal.
Em todas as emergências deve-se considerar sempre os sinais de choque porque indica a gravidade do caso em questão. Sempre num momento de choque é fundamental se manter a calma.
Os sinais de choque são os seguintes:
- Gengivas descoradas ou brancas.
- Freqüência cardíaca rápida (nos cães, superior a 150 batimentos por minuto e nos gatos superior a 250 batimentos por minuto).
- Freqüência respiratória acelerada (mais de 30 movimentos por minuto no caso dos cães e nos gatos respiração com mais de 40 respirações por minuto).
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Inquietação ou ansiedade.
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Letargia ou fraqueza.
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Temperatura corporal abaixo do normal (verifique a temperatura corporal tocando o animal e observando se está mais frio do que o normal).
Providências para minimizar os efeitos do choque:
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Deite o animal de lado com a cabeça estendida.
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Erga a parte traseira do animal usando travesseiro ou toalha.
- Estanque qualquer hemorragia evidente fazendo pressão com uma compressa absorvente ou se necessário aplicando um torniquete.
- Evite a perda de calor corporal cobrindo o animal com cobertor aquecido.
- Importante: Não ofereça nada para beber ou comer.
- Não permita que o animal, se consciente, fique perambulando, mantenha-o confinado.
- Leve o animal ao veterinário mais próximo, urgentemente. Se o animal estiver em choque profundo, mantenha o animal deitado com os membros acima do nível do coração.
Choque Anafilático - Veja
O choque anafilático é causado principalmente por picadas de insetos ou aranhas, medicamentos e às vezes também por alimentos. Difere do choque anterior porque o animal pode apresentar um quadro destes somente após uma causa específica como por exemplo: picada de inseto ou aranha, ingestão de um medicamento (oral ou injetável) ou produto químico. Os sintomas característicos que o animal pode apresentar são os seguintes: vômitos e/ou diarréia repentinos, dificuldade respiratória, erupções na pele, sinais de choque (como descrito anteriormente) e até óbito dependendo do caso. Tome as seguintes medidas:
- Mantenha as vias aéreas desimpedidas.
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Se necessário faça respiração artificial e massagem cardíaca (caso ocorra parada cárdio-respiratória).
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Se perceber que existe líquido nas vias respiratórias (quando animal respira percebe-se sons de material atrapalhando a passagem do ar), levante o animal pelos membros posteriores para tentar, por gravidade, que as vias aéreas fiquem desimpedidas.
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Procure o veterinário urgentemente, para a utilização de medicamentos e procedimentos que interrompam a ação dos sintomas alérgicos.
Respiração Artificial e Massagem Cardíaca - Veja
Se por um curto período de tempo o cérebro do animal não receba o suprimento adequado de Oxigênio devido a uma parada da respiração ou do coração, danos irreversíveis ocorrerão, geralmente acarretando na morte do animal. Num caso destes poderemos salvar a vida do animal se aplicarmos as medidas que se seguem.
São as seguintes situações que poderão exigir uma respiração artificial ou massagem cardíaca: hemorragia intensa, traumatismo grave, principalmente na cabeça, envenenamento, inalação de fumaça, parada cardíaca, choque, asfixia, choque elétrico.
Uma observação importante é a de que somente faça estes procedimentos se for evidente que o animal esteja inconsciente com uma parada cárdio-respiratória e que a morte esteja iminente caso nada seja feito. Lembre-se: caso o quadro seja muito grave, até os socorros mais adequados feitos por um profisional podem ser insuficientes para salvar a vida de um animal.
Respiração Artificial
Caso o animal tenha parado de respirar:
- Deite-o de lado, puxe a língua para fora e desobstrua as vias respiratórias.
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Com uma da mãos ao redor do focinho e mantendo a boca do animal fechada, sopre as narinas com sua boca até que o peito do animal se expanda (respiração boca-a-focinho).
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Retire a boca até que os pulmões esvaziem.
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Repita este procedimento umas 15 vezes por minuto (conte aproximadamente até 4 entre uma soprada e outra).
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Se o coração não estiver batendo, faça massagem cardíaca juntamente com a respiração artificial (ver abaixo).
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Procure um veterinário o mais depressa possível.
Massagem cardíaca
Quando o coração do animal pára de bater, este quadro também influi na coloração das gengivas, as quais deixam o seu tom róseo normal para um tom pálido ou azulado. Faça o seguinte se perceber que o coração do animal parou de bater:
- Deite o animal de lado, de preferência com o lado direito para baixo e com a cabeça mais baixa que o corpo. Segure o peito logo pós o membro anterior com o polegar de um lado e os outros 4 dedos do outro lado, se o animal for pequeno. Se o animal for de porte médio, faça a massagem com uma mão de um lado e a outra do outro. Se for de porte grande ou obeso, deite o animal de costas no chão e faça a massagem com ambas as mãos (uma em cima da outra), sobre o esterno (osso que está no meio do peito).
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Em qualquer dos casos acima aja com vigor (mas não com violência) tentando impelir o sangue para o cérebro. Se não houver nenhum ferimento no animal na região torácica, não se preocupe em estar machucando o animal.
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Repita esta operação de 80 a 120 vezes por minuto. Nos animais pequenos o coração bate mais depressa que nos animais maiores, leve esta informação em consideração.
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Faça a massagem cardíaca durante 15 segundos aproximadamente, em seguida faça 10 segundos de respiração boca-a-focinho (ver acima).
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Verifique o batimento cardíaco. Continue a fazer a massagem cardíaca até o batimento normalizar, quando isso acontecer, preocupe-se com a respiração.
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Procure urgentemente um veterinário.
Lembre-se: este tratamento é o chamado tratamento heróico. Muitas vezes apesar de todos os esforços não se consegue salvar o animal, pois quando o quadro chega neste ponto sempre podemos considerá-lo bastante grave. Entretanto, faça o que puder e caso não tenha êxito, não se culpe.
Abordaremos em seguida algumas situações emergenciais mais comuns e algumas dicas de procedimento (em ordem alfabética):
Pode ser difícil decidir quando o animal necessita de cuidados veterinários, ou até quando se pode esperar para se tomar uma providência e levá-lo para uma consulta. Basicamente pode-se orientar neste caso que se vida de seu animal está em perigo, se há riscos de danos permanentes ou se ele apresente forte dores não espere muito, vá urgente ao veterinário. Em outras situações, obviamente dependendo do bom senso, pode-se esperar mais algum tempo, entretanto na dúvida da gravidade do caso, telefone ao seu veterinário de confiança.
Muitas situações não representam uma ameaça à vida, tampouco causam dor, porém sempre é bom lembrar que com tratamento veterinário, a vida de seu animal de estimação pode ficar mais confortável e ser prolongada. Muitas vezes até mais econômico para seu bolso, pois medidas que orientam e previnem sempre são mais baratas do que as curativas.
Afecções dos olhos - Veja
Todas as afecções dos olhos são potencialmente perigosas. Um arranhão de menor importância na superfície do olho, quando não tratado pode infeccionar e causar perda da visão.
Olho está fora da órbita:
- Não tente recolocar o olho no lugar.
- Cubra com uma esponja ou pano limpo embebido em solução de água açucarada e mantenha preso levemente à cabeça.
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Mantenha o animal mais imóvel possível e procure ajuda veterinária rápida.
Secreção verde ou amarela:
- São sinais de infecção, limpe os olhos com água morna ou colírio.
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Fique atento a outros sinais de doença e ligue ao veterinário ou procure-o assim que puder.
Secreção aquosa:
- Procure corpos estranhos, normalmente o cão fica piscando e evitando a luz.
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Se houver corpo estranho difícil de ser retirado, não tente removê-lo, cubra o lho com uma atadura e não deixe o animal retirá-la até chegar ao veterinário.
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Caso consiga retirar o corpo estranho, lave os olhos com água filtrada ou solução fisiológica.
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Solicite as recomendações do veterinário sobre como tratar causas básicas de irritações, alergias, defeitos das pálpebras ou cílios que provoquem formação crônica de lágrimas.
Queimaduras com produtos químicos:
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Lave o olho afetado com água limpa durante vários minutos.
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Proteja o olho com uma atadura e leve o animal ao veterinário juntamente com a embalagem do produto.
Afecções dos ouvidos - Veja
O sacudir repentino e violento da cabeça geralmente pode ser causado por corpos estranhos ou um processo inflamatório no ouvido. O agitar da cabeça por si só pode romper uma ou mais veias, fazendo com que a orelha inche, fique repleta de sangue e parecendo uma almofada (otohematoma).
- Verifique o ouvido na sua parte mais profunda, se conseguir visualizar algum corpo estranho como grama, por exemplo. Tente removê-lo com uma pinça ou se conseguir com os dedos.
- Se não conseguir retirar o objeto e não conseguir ir ao veterinário de imediato, pingue óleo mineral no ouvido para ajudar a deslocar o corpo estranho e proteger seu delicado revestimento e o tímpano, até conseguir ajuda profissional.
- Caso haja sangramento da orelha, faça pressão com ataduras absorventes em ambos os lados da orelha durante vários minutos, não remova as ataduras e repouse a orelha junto à cabeça e prenda usando uma faixa de crepe ou uma meia com a ponta cortada.
- No caso da orelha estar inchada, a semelhança de uma almofada (otohematoma), evite mais sacudidelas usando, também a técnica caseira da meia, cortada na ponta e a orelha em questão presa sobre a cabeça.
- Elimine a causa básica que faz o animal sacudir a cabeça levando-o no veterinário nas próximas 24 horas.
Afogamento - Veja
Embora a grande maioria dos animais saiba nadar, estas emergências ocorrem quando eles caem em locais que não consigam sair como piscinas, canais ou poços ficando exaustos ou em pânico. Não arrisque sua vida tentando salvar um animal principalmente em mar agitado.
- Se possível salve o animal com uma vara ou galho de ponta curva, ou aproxime-se dele de barco. Entre na água somente em ultimo caso, pois poderá colocar em risco sua própria vida principalmente em se tratando de animais de grande porte. Em caso de animais de pequeno porte leve algo com você para que o animal possa agarrar.
- Se possível e se o animal estiver consciente, leve-o para terra firme e mantenha-o aquecido. Se estiver inconsciente, drene a água dos pulmões, segurando-o, no caso de animais de pequeno porte, de cabeça para baixo de dez a vinte segundos e dando várias sacudidas para baixo.
- Se o animal for maior e mais pesado, deite-o de lado com a cabeça num plano inferior a dos pulmões, limpe resíduos da boca e puxe a língua para fora, caso tenha parado de respirar ou o coração tenha parado de bater, faça respiração artificial e/ou massagem cardíaca, conforme explicado no texto.
-Podem ocorrer problemas graves ou fatais horas após um acidente com afogamento, se possível procure um veterinário imediatamente após o acidente para ser avaliado.
Agressão ou mudanças bruscas de comportamento - Veja
Agressões são perfeitamente naturais mediante várias circunstâncias: entretanto também podem ser sinais de algumas perturbações ou doenças. A agressão inesperada vinda de um animal normalmente calmo pode ser causada por dor, febre, danos cerebrais, infecções (incluindo a raiva), convulsões ou ataques repentinos e outros males.
- Proteja outras pessoas, animais e a si mesmo contra as reações de agressão.
- Reduza os estímulos mantendo-o confinado e eliminando ruídos e luz.
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Se o animal não se acalmar após ter dado tempo e condições para que isso acontecesse peça ajuda a um profissional ou ao centro de controle de zoonoses.
Asfixia - Veja
Normalmente é um quadro que pode ser bastante grave a ponto de poder levar o animal à morte. Entretanto precisamos tentar rapidamente descobrir a causa da asfixia e ajudar o animal a respirar urgentemente. É importante lembrar que a asfixia pode ser perigosa a quem estiver socorrendo o animal porque ele está num quadro desesperador e de um estado normalmente calmo, pode se tornar agressivo. Tome as seguintes medidas:
- Abra a boca do animal com cuidado para descobrir se há algum corpo estranho e remova-o se possível. Às vezes um cabo de colher pode ajudar a arrancar um osso preso no céu da boca.
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Se o cão estiver inconsciente e for de pequeno porte, segure-o pelos quadris e balance-o de cabeça para baixo para que a gravidade auxilie.
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Faça respiração artificial e/ou massagem cardíaca se perceber que o caso é grave (ver texto anexo).
Choque elétrico - Veja
Se for forte, o choque elétrico pode causar de imediato uma parada cardíaca, além de queimaduras na parte afetada do corpo. Freqüentemente, a causa mais comum para a eletrocussão em animais de pequeno porte está ligada a mastigação de fios elétricos, porém os contatos com linhas de força ou relâmpagos também causam acidentes fatais.
Eventualmente, fios desencapados no chão, ao entrar em contato com urina, podem causar um choque grave.
- Não arrisque a sua vida. Se o animal estiver rígido, tocá-lo pode ser fatal. Evite tocar líquidos que estejam em contato com o animal.
- Se possível desligue a chave geral, se não puder tente remover o animal para longe da corrente exposta com material não metálico como galhos ou cabo de vassoura, por exemplo.
- Verifique se os movimentos cardíacos e respiratórios estão presentes, caso ontrario faça respiração artificial pressionando o costado do animal em movimentos rítmicos por alguns minutos (ver no texto anotações sobre respiração artificial e massagem cardíaca).
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Se houver apenas lesões ou queimaduras na mucosa oral, trate com compressas de água fria.
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Mesmo que o animal se recupere, procure imediatamente um veterinário pois poderemos ter complicações posteriores como liquido nos pulmões, mesmo algumas horas após o acidente.
Bicheira (Miíase) - Veja
Afecção bastante comum nas regiões em que apresentam vegetação e criações de animais domésticos como por exemplo, bovinos, eqüinos, suínos, aves, cujas instalações sejam atrativos para moscas.
A popularmente chamada bicheira é uma lesão ou lesões causadas por larvas de moscas que acometem os animais muitas vezes enfraquecidos, debilitados e com pelagem molhada. Seus locais favoritos para colocar os ovos são a região perinasal, periocular, peribucal, perianal e a genitália, ou as proximidades de ferimentos negligenciados. As moscas varejeiras ( apresentam várias espécies, algumas delas parasitas obrigatórios de tecidos vivos) aproveitam ferimentos já existentes e colocam seus ovos, havendo então uma infestação larval. Estas larvas são altamente destrutivas produzindo lesões com forte odor, muitas vezes formando verdadeiras “cavernas” sob a pele. A gravidade deste tipo de lesão está relacionada ao local onde existe o processo e a sua extensão. A miíase quase sempre é o reflexo de negligência no tratamento do animal.
Existe também outro tipo de miíase provocada pela mosca do berne, cujas larvas não necessitam de que o tecido do animal apresente lesão. As larvas penetram ativamente na pele íntegra e desenvolvem abscessos císticos, encimados por um poro respiratório e por onde as larvas, depois que completam seus ciclos, saem para empupar.
O tratamento, obviamente dependendo do tamanho da lesão, é relativamente fácil de ser feito. Entretanto muitas pessoas querendo tratar o animal sem o saber ou seguindo palpites de leigos pioram o quadro utilizando produtos cáusticos, cuja ação agrava ainda mais o processo.
A orientação que se dá no caso das miíases é a de que ligue para seu veterinário de confiança e explique a situação para saber se é grave ou não, ou seja, se convém levar o animal para a clínica rapidamente ou se é possível de se tratar em casa.
Constipação - Veja
Também conhecido como prisão de ventre é mais freqüente em animais velhos devido ao funcionamento intestinal ser mais lento, porém os jovens também podem ser acometidos no caso de ingestão de objeto não digerível como por exemplo, pedaço de osso grande, brinquedos de crianças , chupetas, etc. Alterações anatômicas como hérnias, aumento do volume prostático ou mesmo uma bola de pêlos que se forma no intestino dos felinos devido o ato de se lamber constantemente também podem causar a constipação.
- Nos casos leves poderemos adicionar óleo mineral no alimento dos animais na proporção de uma colher das de chá para cada 5 kg de peso corporal até percebermos a diminuição dos sintomas. Entretanto sempre é bom informar ao veterinário sobre o caso assim que puder para ver se há necessidade de uma Radiografia ou Ultra-som abdominal (pode haver algum tipo de obstrução intestinal e num caso destes a saúde se deteriora rapidamente).
- Nos casos graves onde há distensão abdominal evidente, esforço para evacuar sem conseguir, dor é conveniente levar o animal ao veterinário no mesmo dia.
Convulsões e ataques - Veja
De forma geral as convulsões são comuns a uma variedade enorme de situações que provocam o distúrbio neurológico, porém quando os quadros aparecem de forma freqüente podemos estar diante de uma epilepsia. Outras possibilidades que poderiam causar as convulsões são intoxicações, alterações metabólicas como hipoglicemia (diminuição do teor de glicose do sangue), infecções virais ou bacterianas, tumores cerebrais etc, de qualquer forma muitas vezes fica difícil determinar a causa com exatidão, sendo somente possível através de exames.
A crise convulsiva pode ser classificada como grande mal ou pequeno mal. Grande mal quando o quadro é forte, muitas vezes ocorrendo com o animal deitado, contorcendo-se e batendo as patas como se estivesse pedalando. Pequeno mal quando a convulsão é mais fraca, de forma que o animal fica andando em círculos, compulsivamente, aparentemente cego e contorcendo-se levemente.
- De qualquer forma não entre em pânico no momento da crise convulsiva porque a maioria dos ataques quase nunca é fatal e também não é contagioso. Proteja o cão com almofadas para evitar o atrito com superfícies duras e mantenha-o em confinamento em ambiente pequeno em silencio e a meia luz.
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Cuidado, não ponha a mão dentro da boca do animal no momento da crise. Por mais que ele o conheça e seja seu amigo, num momento de convulsão o animal pode fechar a boca vigorosamente e pode machucá-lo.
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Se o ataque durar mais de quatro minutos, envolva-o em pano de algodão para evitar a hipertermia e leve-o de imediato ao veterinário. Registre o tempo do ataque e o que o animal fazia antes do seu início, porque isto poderá ajudar no diagnostico.
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Uma outra situação singular é a da fêmea em lactação. Podemos ter um quadro de incoordenação e tremores musculares com aumento do ritmo respiratório. Isto ocorre devido a problemas metabólicos (eclâmpsia), sendo necessário neste caso socorro veterinário de imediato, pois o quadro é fatal se não socorrido a tempo.
Diarréia - Veja
A diarréia pode ser considerada um mal comum, porém em determinadas situações, principalmente se estiver acompanhada de vômitos poderemos ter complicações. Nos casos dos animais jovens que possuem sistema imunológico ainda em formação e vacinas atrasadas ou em andamento, é importante levá-los de imediato ao veterinário, pois as complicações com viroses são iminentes (em animais jovens a desidratação é considerada grave, pois rapidamente leva a um quadro de choque).
Diarréia sem vômitos:
- Retire os alimentos e ofereça água à vontade.
- Se a diarréia persistir mais do que 24 horas ou o animal vomitar após a ingestão de água ou se houver presença de sangue leve ao veterinário no mesmo dia.
Diarréia com vômitos:
Pode ser um quadro grave com tendência a complicar rapidamente, principalmente se a diarréia e o for causada por vírus, os quais são bem mais perigosos e podem ser contagiosos para outros animais.
- Deixe o animal em jejum e leve ao veterinário de imediato, pois a perda de líquidos é muito grande através dos vômitos e das fezes fluidas, levando rapidamente o animal a um quadro de desidratação.
Ferimentos - Veja
Ferimentos com lesão da pele provocando uma solução de continuidade com o meio externo geralmente infeccionam e necessitam de tratamento à base de antibióticos e antinflamatórios. Os ferimentos profundos devem ser tratados sempre como potencialmente fatais. Os ferimentos superficiais (escoriações, contusões e lacerações) apresentam graus diferentes de gravidade a qual somente um profissional pode saber. Na dúvida telefone ao veterinário.
Mordedura de animais:
Se o animal estiver em choque ou com perfuração do abdômen e órgãos internos expostos, evite que o animal se lamba e leve-o imediatamente ao veterinário.
Ferimentos à bala:
Acalme o cão, contenha as hemorragias e vá ao veterinário mesmo que o animal pareça estar somente pouco ferido.
Ferimentos causados por espinhos de ouriço:
Se os espinhos de ouriço forem muitos ou mesmo o animal não deixa retirá-los, não insista, vá ao veterinário, pois os mesmos serão retirados mais facilmente mediante anestesia.
Quando os espinhos são retirados por pessoas inexperientes, parte dos espinhos ficam dentro do tecido do animal. Posteriormente será mais difícil de removê-los, necessitando às vezes de pequenas cirurgias.
Ferimentos na boca:
Um animal saudável não deve babar, alimenta-se e bebe água normalmente, não ter dor na boca, nem tosse e nem odor fétido.
- Procure se possível observar onde está ferido, se há hemorragia provocada por algum corte ou se há inflamação.
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De forma geral se há dor, dificuldade em engolir, muitas vezes fica difícil, sem tranqüilização, de se observar o que está ocorrendo. O melhor é procurar um veterinário, pois além de ser difícil o acesso pode haver acidentes de mordidas caso o proprietário insista em examinar o animal muitas vezes com dor.
Ferimentos no nariz:
Podem ter várias causas, o importante é se observar se algum tipo de secreção ou sangue está sendo eliminado de uma ou das duas narinas. Uma hemorragia é quase sempre o resultado de um trauma mais grave ou potencialmente fatal.
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Neste caso tente estancar a hemorragia com uma compressa fria.
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Não feche a boca do animal e nem incline a cabeça para trás, pois ele pode sufocar com o próprio sangue.
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Ligue para um veterinário de confiança e informe o quadro.
Fraturas - Veja
As fraturas ou lesões nos ossos são quase tão comuns como os ferimentos e freqüentemente estão a eles associadas. Podem ser causadas por quedas, brigas, atropelamentos, etc. A fratura pode ser exposta (quando a pele fica aberta), geralmente mais grave pois pode infeccionar ou fratura comum, em que o osso não atravessa a pele. Existem também os entorses, quando a articulação é apenas forçada mas não há desarticulação e a luxação, em que o osso escapa da articulação, provocando uma verdadeira desarticulação e neste caso o processo é tão doloroso e perigoso quanto uma fratura. Sempre é aconselhável se evitar que uma fratura comum fique se torne uma fratura exposta.
Em se falando de fraturas, entorses ou luxações orientamos as seguintes providências:
- Amordace o animal para evitar maiores acidentes.
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Se o animal nem estiver se levantando deslize-o para uma tábua para transportá-lo até uma clínica.
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Se possível observe qual a região do corpo que está afetada, se o animal apóia o membro, se apóia mas claudica (manca), etc.
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Se o membro afetado está muito dolorido enrole uma atadura para que não fique balançando enquanto transporta o animal.
Em todos os casos de fraturas, como norma geral, deve ser providenciado um apoio para diminuir a dor. Não tente reparar a fratura e muito menos faça massagem ou utilize anti-sépticos. Uma tala mal colocada pode prejudicar a circulação sangüínea e provocar danos mais sérios. Todos estes serviços devem ser feitos numa clínica veterinária acompanhado de anestesia e chapas radiográficas.
Hemorragias - Veja
As hemorragias podem ser internas e externas. As internas embora não são evidentes como as externas, mas também são igualmente importantes. Dependendo do local em que houve a lesão e dos vasos comprometidos obviamente a hemorragia será mais ou menos intensa.
- De forma geral as pequenas hemorragias se forem devidamente estancadas com compressas frias ou faixas compressivas podem ser contidas.
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Já as grandes hemorragias necessitam de intervenções mais drásticas como suturas, cirurgias mediante anestesias gerais cuidadosas devido à perda de sangue. Caso o animal apresente hemorragia severa o animal pode entrar em choque (ver anotações no item choque) o caso é grave, procure um veterinário urgente.
Hipotermia - Veja
Hipotermia é a temperatura corpórea do animal abaixo da temperatura normal. Pode ocorrer quando o animal fica exposto a condições de frio intenso. Caso o animal seja de raça de clima quente ou de pelo curto a susceptibilidade ao frio é bem maior. Pode haver risco de vida, principalmente se o animal for jovem ou debilitado. Caso seu animal tenha ficado exposto ao frio, procure aquecê-lo o mais rápido possível e se estiver consciente ofereça caldos quentes. Ligue para um veterinário e peça orientação.
Ingestão de objetos - Veja
É muito mais comum do que se pode imaginar nos filhotes e adultos curiosos. Alguns objetos podem se alojar no trato digestivo, outros afiados podem provocar conseqüências fatais se provocarem perfurações internas.
- Retire o objeto da boca se possível, não corte e nem puxe barbante ou fio que possa estar pendendo da boca.
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Se o animal engoliu algum produto afiado, alcalino, ácido ou proveniente de petróleo, não provoque vômito, dê óleo vegetal e procure um veterinário.
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Se o animal não engoliu um produto como citado no item anterior provoque vômito dando uma colher das de chá (2,5 a 5,0ml) de Água Oxigenada 10V ou uma colher de sal em água morna. Se vomitar, mas não expulsar o objeto vá ao veterinário.
Insolação - Veja
Devido aos pelos densos os cães e os gatos conseguem enfrentar melhor o frio do que o calor. Eles não transpiram, refrigeram-se arfando, os gatos ainda eliminam o excesso de calor transpirando através dos coxins palmares e plantares (almofadas que apresentam nas patas).
Se a temperatura ambiente tornar-se muito alta, seus métodos tornar-se-ão ineficazes e com a elevação da temperatura corpórea sobrevém a morte imediata caso a temperatura não seja imediatamente reduzida.
- Retire o animal do ambiente quente urgente.
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Coloque o animal no banho frio para baixar a temperatura corpórea.
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Dê água fresca em quantidade.
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Enquanto toma essas providências telefone para o veterinário para certificar-se se é melhor transportar o animal ou continuar com o tratamento em casa.
Mordeduras e Picadas - Veja
Emergência bastante comum e, muitas vezes apenas observamos o animal com sinal de desconforto e aflição.
Abelhas, Vespas e Lagartas:
Normalmente não representam, grandes problemas para os animais embora provoquem dor e inflamação local. A não ser que excepcionalmente o animal apresente reação alérgica aguda, neste caso procure um veterinário urgente.
Cobras:
Os animais mais freqüentemente são picados por cobras do que os humanos. Dependendo do tipo da peçonha da cobra varia a ação do veneno. As do gênero Crotalus, as cascavéis costumam provocar sintomas neurológicos, as do gênero Bothrops, cobras mais comuns na região de Cotia, abrangendo as jararacas, jararacuçus, urutus, etc. costumam provocar uma forte lesão e posterior necrose local devido a ação proteolítica do veneno. Em ambos os casos de picada de cobra, poderemos ter os seguintes sintomas: tremores, excitação, vômitos, prostração, salivação, pupilas dilatadas, pulso acelerado.
Aranhas e Escorpiões:
As aranhas e escorpiões picam com mais dificuldade os animais do que as cobras devido à proteção que os pelos proporcionam. Entretanto em casos de acidentes com estes Artrópodes os sintomas mais comuns são dor intensa no local, inflamação, vômitos, convulsões, espasmos musculares, dificuldades respiratórias e em casos mais graves até paralisia.
Em todos estes casos de Mordeduras e Picadas, as principais providências a serem tomadas são as seguintes:
- Procure reduzir ao mínimo o movimento do animal.
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Se souber onde foi o acidente lavar o ferimento cuidadosamente com água fria.
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Mantenha o animal calmo e procure rapidamente um veterinário para uso de soro anti-ofídico (no caso das picadas de cobra) e medicamentos apropriados, os quais se forem ministrados a tempo podem salvar a vida de seu animal.
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Se possível, levar o animal peçonhento ao veterinário para facilitar o diagnóstico e o tratamento.
Parada Cardíaca - Veja
A parada cardíaca é mais freqüente em algumas raças de cães de grande porte ou aquelas que tenham uma predisposição genética. Entretanto, geralmente quando estamos diante de uma parada cardíaca, ela se deve a alguma outra crise mais grave que precisa ser superada para que o animal sobreviva. Neste caso, devido a gravidade do caso convém sempre se procurar um veterinário o mais depressa possível.
Enquanto se providencia o contato com o veterinário, fazer massagem cardíaca e se parou de respirar, também respiração artificial (ver texto de massagem cardíaca e respiração artificial).
Parto - Veja
Várias são as causas que podem levar uma fêmea a ter problemas no parto. Existem causas mecânicas, quando o filhote é muito grande ou o canal de passagem muito estreito, causas raciais, pois algumas raças têm maior propensão a ter parto distócico (parto difícil), condições de saúde da mãe, traumas durante a gestação e até causas emocionais também podem estar envolvidas.
Se o filhote pode ser observado através do canal da mãe:
- Normalmente o filhote vem de frente mas as vezes pode vir de costas. Em todo caso, com auxilio de uma toalha puxe-o cuidadosamente aproveitando as contrações da mãe.
- Se não conseguir retirar o filhote procure um veterinário.
Se a mãe não se interessar pelo recém nascido:
- Remova as membranas (inclusive a placenta) que envolvem o filhote, limpe cuidadosamente a cara e principalmente as narinas para que ele respire e enxugue-o numa toalha seca e felpuda para massagear o corpo.
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Amarre com fio dental e corte o cordão umbilical que se prende às membranas uns 2,5 cm do abdômen (cortar abaixo do local amarrado).
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Coloque o filhote e as membranas junto da mãe para que ela comece a lambe-lo e ao ingerir a placenta ocorre uma indução a que o parto continue normalmente.
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Se o filhote não respirar balance-o de cima para baixo, segurando com ambas as mãos e a cabeça do filhote voltada para baixo, para que elimine através das narinas os líquidos que possa ter respirado. Abra a boca e enxugue o que expelir e volte a fazer o mesmo movimento ate que a respiração ocorra normalmente.
Orientações gerais:
- Somente transporte a mãe se houver extrema necessidade. Um parto normal pode ser prejudicado com um transporte desnecessário. Ligue para um veterinário para tirar qualquer duvida.
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Procure deixar a mãe o mais tranqüila e confortável possível, separada de outros animais e mesmo de estranhos.
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Geralmente um parto que foi bem sucedido provoca na mãe um bem estar geral em que ela, principalmente nas primeiras horas somente se interesse pelos filhotes. Caso ainda reste algum filhote para nascer, a mãe costuma ficar ainda ansiosa e não se incomoda muito pelos filhotes que já nasceram. Neste caso procure um veterinário para avaliação e exames.
Pós-parto
Vários são os problemas pós-parto, tanto para a mãe como para os filhotes. Tanto a mãe como os filhotes, nesta fase da vida, estão mais sujeitos a infecções, portanto todo cuidado é pouco, sendo assim a inspeção constante e higiene fundamentais. Pode ocorrer também da mãe ser inexperiente ou mais negligente e não cuidar bem dos filhotes, principalmente se for daqueles animais amedrontados. No caso das gatas, ocorre o risco de abandono, caso seja uma fêmea com características maternas ruins.
Em algumas raças de cães (principalmente as raças pequenas) e raramente nos gatos, pode haver um problema na mãe denominado hipocalcemia ou eclâmpsia, em que a redução de Cálcio do organismo produz tremores, tonturas e até convulsões. Caso não seja levado urgentemente a um veterinário este animal o quadro sera fatal.
Perda de Equilíbrio - Veja
As principais razões que podem levar um animal a uma perda de equilíbrio, principalmente se esta perda de equilíbrio for de forma súbita são as seguintes:
- Um choque forte na cabeça
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Uma crise de diabetes
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Uma infecção grave no ouvido ou garganta
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Uma alteração na região do cérebro que controla o centro de equilíbrio
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Envenenamento ou ingestão de algum medicamento que altera o comportamento (inclusive o álcool).
De qualquer forma é importante um acompanhamento veterinário rápido tomando os seguintes cuidados:
- Evite que o animal caia e se machuque
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Procure sinais de ferimentos na região da cabeça, indicando a possibilidade de algum trauma.
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Observe os ouvidos a procura de alguma secreção ou inflamação que indique algum problema no ouvido. Uma complicação de uma otite externa pode afetar o ouvido mais profundamente provocando uma perda de equilíbrio.
Perda dos Sentidos - Veja
É raro ocorrer este tipo de problema nos animais, um suprimento deficiente de energia (hipoglicemia) ou Oxigênio para o cérebro ou alterações cardíacas podem provocar um quadro deste. Entretanto as principais providências a serem tomadas numa situação dessa são as seguintes:
- Puxe a língua do animal para fora para garantir uma boa respiração.
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Avalie a coloração das gengivas para ver se há um bom suprimento de Oxigênio (quando falta Oxigênio as gengivas e outras mucosas ficam arrocheadas).
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Se o animal recobrou-se dos sentidos, informe urgentemente o veterinário fornecendo se possível os dados do desmaio, ou seja: duração, momento, local do episódio, etc.
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Caso o animal mantenha o quadro de inconsciência, leve-o ao veterinário urgentemente.
Problemas respiratórios - Veja
Felizmente, a grande maioria dos problemas respiratórios não costuma ter maiores conseqüências, entretanto sempre trate os problemas respiratórios como uma emergência potencialmente séria, pois pode ser fatal se não socorrida a tempo. Os problemas respiratórios podem originar-se nas próprias vias respiratórias (verifique se há algum material prejudicando a passagem do ar nas narinas e boca) ou também como conseqüências de problemas graves em outras partes do corpo. Sempre diante de uma situação desta, procure um veterinário o mais rápido possível.
Enquanto se providencia o contato com o veterinário, se o animal parar de respirar faça respiração artificial e se o coração parar de bater, também massagem cardíaca (ver texto de respiração artificial e massagem cardíaca).
Problemas Urinários - Veja
Os machos são mais propensos do que as fêmeas a terem problemas urinários porque a anatomia favorece, inclusive nos cães temos ainda a presença do osso peniano que propicia a retenção de cálculos urinários. Ainda no caso dos cães idoso, é comum um aumento da próstata que também interfere no fluxo urinário.
Em qualquer condição de retenção de urina, tanto em cães como em gatos, procure um veterinário, pois além de ser muito dolorosa o animal corre risco de vida caso não seja socorrido a tempo.
Queimaduras - Veja
As queimaduras podem ser provocadas principalmente pelas seguintes causas: calor, produtos químicos ou eletricidade. As queimaduras mais graves podem levar o animal a um estado de choque e óbito, portanto necessitam de um tratamento veterinário urgente. Num momento de emergência, faça o seguinte:
- Imobilize o animal.
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Lave a região afetada com água fria, de preferência com um suave jato de chuveiro imediatamente após o acidente para reduzir os danos nos tecidos.
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Remova o produto químico, caso seja o causador da queimadura (use luvas).
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Coloque sobre a queimadura alguma atadura que não cole na lesão (evite colocar algodão) e procure rapidamente um veterinário.
Torção de Estômago ou Timpanismo - Veja
Ocorre frequentemente nos cães de grande porte como fila-brasileiro, dog alemão, mastim napolitano, mastiff, etc. Este quadro é provocado pela ingestão excessiva de alimentos ricos em carboidratos (principalmente quando o animal é alimentado uma só vez ao dia) e logo após exercício físico. É mais comum em cães mais velhos, mas também pode ocorrer nos jovens, pois fatores genéticos e ambientais também influem.
O estômago se enche de gases e o animal impossibilitado de eliminá-los. Com o passar do tempo, estes gases começam a empurrar o diafragma (músculo que separa o tórax do abdômen) para frente afetando a respiração. É um quadro bastante grave, procure um veterinário urgentemente, pois caso o animal não seja socorrido a morte é certa e rápida.
Tosse - Veja
A tosse, assim como o espirro, são mecanismos de defesa que têm a função de proteger as vias respiratórias expulsando qualquer material que pode prejudicar o organismo. Várias são suas causas: infecções respiratórias, alergia, vermes, problemas cardíacos, tumores, etc. Evite medicar em casa pois muitas vezes um tratamento inadequado pode mascarar a causa principal e dificultar o diagnóstico. Na dúvida, vá ao seu veterinário para ver a possível causa da tosse e orienta-lo devidamente.
Ingestão de venenos - Veja
Os cães são muito mais susceptíveis a envenenarem-se do que os gatos, pois os gatos são bem mais prudentes com o que comem. Entretanto todos podem estar sujeitos a se intoxicarem e dependendo do porte do animal, do veneno e da quantidade ingerida, teremos a gravidade do caso. Alguns produtos podem provocar efeitos desagradáveis temporariamente, outros podem ser fatais após sua ingestão num curto período de tempo, caso o animal não seja socorrido a tempo.
Como medidas gerais faça o seguinte:
- Verifique se as vias respiratórias estão desimpedidas
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Se o veneno ingerido nas últimas 2hs não foi um produto alcalino, ácido ou derivado de petróleo provoque vômito dando sal grosso ou Água Oxigenada 10V (2,5ml a 5,0ml a cada 15 minutos), até que ocorra o vômito. Somente dê algo oral se o animal estiver consciente.
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Dê carvão ativado em água (encontrado em farmácia, não é o carvão de uso domiciliar).
- Procure um veterinário urgentemente.
Caso o veneno seja proveniente de um produto ácido, alcalino ou derivado de petróleo, faça o seguinte:
- Se o veneno for ácido, dê clara de ovo, bicarbonato de sódio, carvão ativado ou azeite de oliva.
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Se o veneno for alcalino, dê clara de ovo ou pequenas quantidades de suco de frutas cítricas ou de vinagre diluído.
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Procure um veterinário urgentemente.
Sintomas produzidos por Inseticidas a base de Carbamatos:
Agitação, Contrações, Salivação, Convulsões e Coma.
Sintomas produzidos por Inseticidas a base de Organofosforados:
Fraqueza dos Membros Posteriores, Dificuldade Respiratória, Tremores Musculares, Salivação e Aumento na Produção de Urina e Fezes.
- Em ambos os casos, caso o animal esteja consciente, provoque o vômito e dê carvão ativado.
- Procure um veterinário urgentemente.
Raticidas:
Há vários tipos de raticidas, os mais comuns são os que produzem hemorragia interna (anticoagulantes). Geralmente na embalagem contêm especificações com relação ao tipo de produto. O animal pode se intoxicar ingerindo a própria isca ou comento o rato envenenado.
Os sintomas principais produzidos pelos raticidas são os seguintes:
Vômitos, Letargia, Anemia, Sinais de hemorragia interna, gengivas pálidas e feridas na pele.
- Se o animal acabou de ingerir o veneno provoque vômito e dê carvão ativado. Procure um veterinário urgentemente.
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Se o animal começar a apresentar sinais de envenenamento mais grave procure um veterinário rapidamente e leve, se possível, a embalagem do raticida.
Outros principais venenos:
Sintomas produzidos por Estricnina:
Produz tensão e rigidez quando se produz barulho ou se toca no animal.
- Se o animal estiver consciente dê carvão ativado e procure um veterinário urgente.
Sedativos, drogas anti-depressivas e Ansiolíticos:
São medicamentos controlados e geralmente a ingestão é acidental. Entretanto é freqüente a ingestão deste tipo de droga em caso de roubo da residência, cujos cães de guarda muitas vezes são dopados.
Sintomas produzidos por Sedativos, Anti-depressivos e Ansiolíticos:
Desânimo, atordoamento, batimentos cardíacos acelerados, sono profundo e mais gravemente até coma.
- Provoque o vomito se o animal estiver consciente.
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Mantenha o animal aquecido
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Procure um veterinário urgentemente.
Existem muitas formas do animal se intoxicar, particularmente os animais jovens que são muito curiosos e, como crianças, procuram o que fazer mexendo e brincando com tudo o que encontram.
Como normas gerais para se evitar envenenamentos ou intoxicações aconselha-se o seguinte:
- Mantenha todos os produtos químicos, medicamentos, adubos (químicos ou orgânicos) fora do alcance do animal, em armários ou locais inacessíveis.
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Não delegue para outras pessoas serviços que exijam uma atenção especial com relação a cuidados mais rigorosos, como por exemplo: uso de inseticidas, herbicidas, raticidas, adubação, etc.
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Tenha o cuidado de usar os pulicidas, carrapaticidas exatamente como indicado na embalagem.
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Cuidado com medicamentos mais perigosos, mesmo o de uso humano. Ao descarta-los ou mesmo com relação a mantê-los na própria embalagem, corretamente rotulados.
Medidas gerais para se reduzir a incidência das emergências - Veja
A seguir comentaremos algumas medidas gerais que colaboram muito para reduzir o risco de passarmos por situações de emergências, as quais além de colocarem em risco a vida de nossos animais de estimação, apresentam uma despesa desnecessária, a qual poderia ser evitada:
- Saiba por onde seu animal anda, não o deixe à vontade em locais que muitas vezes, se pararmos para observar, apresentam riscos potenciais de acidentes (principalmente nas firmas).
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Evite que revire latas de lixo, use tampas não o deixe exposto. É comum a ingestão de alimentos ou corpos estranhos que depois vão causar problemas.
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Programe uma assistência médico veterinária regular para orientações gerais com relação a nutrição, vermifugações (controle de parasitas internos), controle de parasitas externos (pulgas, carrapatos), etc.
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Programe castrações em seus animais ou a utilização de anti-concepcionais para as fêmeas com o intuito de reduzir a população de animais abandonados, tão comum em nosso meio.
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Mantenha seus animais presos ou confinados para reduzir acidentes com atropelamentos e até de acidentes mais sérios com envolvimento do condutor do veículo. É importante nos conscientizarmos de uma posse mais responsável de nossos animais de estimação.
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Evite situações domésticas perigosas mantendo os produtos de limpeza, químicos, plantas tóxicas, etc., todos devidamente guardados em locais que os animais não tenham acesso.
Mantenha os pelos e a pelagem do animal limpos, fazendo banhos regulares. Se for animal que necessita de tosa não deixe que os pelos embaracem, escove-os regularmente. Freqüentemente, sob pelos muito emaranhados existem lesões que somente serão percebidas muitas vezes em estado grave.